Quando falamos de crianças com mau comportamento na escola, nos referimos às desatentas, que ignoram as ordens, desobedecem, possuem mau desempenho no aprendizado ou tratam mal os coleguinhas. De fato, deixar que o pequeno dê os primeiros passos já é algo bastante difícil para nós. Conversamos sobre a autonomia infantil e as dificuldades parentais em permitir que os filhotes criem asas e entendemos que, apesar de ser sempre importante que as crianças aprendam a solucionar problemas e a ter certo grau de responsabilidade, também é primordial mantermos os olhos atentos e cuidadosos aos filhotes.

A escola é um dos primeiros grandes passos nesse trajeto. Eles vão para a aula e, sem a nossa supervisão, interagem com outras crianças e aprendem em equipe. Temos medo que sejam vítimas do mau comportamento de outros, ou que eles mesmos não reajam tão bem ao sentir as diversas emoções que interações causam, acabando por tratar mal os coleguinhas. Também nos preocupamos com notas, a evolução do aprendizado e a criação laços.

Como resolver essas situações tão difíceis?

  • Aprenda os sinais

Crianças costumam demonstrar as emoções de forma um pouco diferente do que estamos habituados. Temos que prestar atenção ao choro em excesso, birras, queixas e irritações, sinais mais comuns ao comportamento infantil. Repare na carinha do pequeno quando sai da aula. É claro que o seu filho nem sempre estará feliz em ir à escola – para começar o dia, a preguiça, sono ou outras vontades podem desencadear resmungos, de forma que o comportamento ao terminar o dia de aula é mais determinante para detectar quaisquer anormalidades.

Alguns outros indícios são:

  • Mudança no comportamento noturno, como dificuldade para dormir ou pesadelos frequentes
  • É grosseiro (a) ou severo (a) com os brinquedos, colocando as bonecas constantemente de castigo durante a brincadeira, etc.
  • Em bebês, assaduras podem indicar que a higiene escolar não está sendo feita adequadamente
  • Tem medo de contato físico
  • Chora ou se irrita mais do que o comum
  • Mantenha o diálogo com o filhote

Em todos os nossos artigos, defendemos o diálogo entre pais e filhos. Os motivos são muitos, dentre eles está entender que ter um canal livre entre você e a criança trará o benefício de poder saber diretamente por ela seus sentimentos e desejos. É preciso averiguar, pois existe bullying durante a primeira infância. É possível que haja conflito com os colegas e provavelmente seu filho poderá informa-lo sobre isso. Também dirá caso esteja cansado, não esteja conseguindo fazer amigos ou algo particular esteja incomodando.

  • Mantenha o diálogo com a instituição de ensino

É necessário sempre perguntar e confirmar a versão com os professores. Visitar a instituição fora de hora marcada, chegar mais cedo para buscar o pequeno ou comunicar-se com a gestão são formas inteligentes de estar atento, reparando nos comportamentos e mantendo-se envolvidos na vida escolar dos filhos.

Como Instituição, compreendemos que os pais precisam estar cientes de tudo, desde como as matérias vão indo até as relações do filhote em sala de aula. Por isso, em nosso boletim nossos pais tem um mapeamento do aprendizado dos seus filhos, de quais inteligências o pequeno tem mais interesse e se destaca mais, trazendo os pais para um papel ativo no desenvolvimento da criança. Sabemos que, para que o ensino saudável seja viável, é necessário ter a ajuda de professores observadores e atentos e estarmos sempre em harmonia com os pais e mães.

  • As experiências vividas no lar são causas de mau comportamento na escola

Dentre nossos lemas, estão a Pedagogia Afetiva e a Educação Positiva, tão importantes para mantermos o aprendizado terno e crescente.

No entanto, ambas as iniciativas precisam de um ambiente de crescimento também em casa para favorecerem a criança. O TERCE, Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo da Unesco, apresenta dados que revelam a importância da família para que tudo corra bem na escola. O mais impactante para a aprendizagem é que a criança tenha toda a base familiar necessária. Na maioria das vezes, os problemas na escola são reflexo de dificuldades enfrentadas pela criança na vida particular.

Para prevenir e solucionar este problema, já falamos da importância da conversa. Ir diretamente ao seu filho é a melhor forma de entende-lo. No entanto, há certas coisas que os responsáveis podem fazer:

  • Não aplique punições de maneira precipitada

Antes de aplicar punições, é preciso pensar em outras estratégias mais produtivas para o futuro da criança. A forma como a conversa é feita e as palavras marcam o pequeno, e o valor ou ensinamento comunicado pode nem estar sendo transmitido da forma mais otimizada.

  • Parabenize a criança por bom desempenho

A mesma pesquisa já citada garante que as notas dos alunos só melhoram quando recebem feedbacks positivos dos pais. Mantenha-se elogiando e parabenizando quando o seu filho for bem, é um incentivo muito importante para ele.

  • Tenha interesse na vida escolar

Preocupe-se com as lições de casa, tire um tempo para ler e estudar junto com o seu filho e pergunte como estão os projetos da escola. A importância que o seu filho deposita no aprendizado também vem do exemplo.

  • Busque apoio psicológico

Buscar auxílio profissional é sempre importante. Um psicólogo infantil ou um psicopedagogo podem ajudar a lidar com as dificuldades do seu filho.

Para que nossos pequenos se sintam sempre livres e bem quistos na nossa Instituição, pautamos o ensino no respeito a individualidade, aos diversos momentos do crescimento infantil e aos diferentes potenciais e habilidades com as Inteligências Múltiplas, na Pedagogia Afetiva e compreensão dos alunos. Nosso dia a dia é cuidado com zelo para que nos tornemos extensão do seu lar, para que a criança se sinta abraçada e cuidada e cresça com amor. Conte conosco, agendando a sua visita ou entrando em contato, estamos sempre com os braços abertos para recebe-lo!

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