Sabemos o quão importante é a presença dos pais nos primeiros anos de aprendizagem dos filhotes. Porém, especialistas vêm destacando cada vez mais a importância de cuidar do desenvolvimento neurológico das crianças até os 3 anos de idade.

O contato com pais e familiares nos primeiros anos de vida é fundamental para o desenvolvimento da criança, principalmente em seu cognitivo. O importante é sempre dar experiências positivas à criança, são os primeiros anos de vida que criaram uma base sólida para um bom crescimento. Entretanto, tenha muito cuidado com o estresse tóxico, um termo pouco utilizado no Brasil, mas muito importante na criação do seu filho.

“O estresse tóxico é quando o nível de estresse é alto e permanece elevado por dias e semanas. Isso prejudica a capacidade de desenvolvimento da criança de pensar e de administrar as emoções. Ele pode ter efeitos nocivos em longo prazo sobre a inteligência e o autocontrole da criança”

Ronald Ferguson (Diretor do Achievement Gap Initiative, da Universidade de Harvard).

Nós, adultos, estamos sempre cheios de contas, problemas, estresse do trabalho, brigas familiares e, sem querer, acabamos por envolver a criança no meio deste turbilhão de estímulos, mesmo que indiretamente. Tenha muito cuidado com o que faz perto dela, pois a criança seguirá seus passos. Busque harmonizar o ambiente, evitando discutir ou demonstrar emoções negativas perto das crianças.

Os primeiros passos no mundo

Não existe momento mais esperado pelos pais do que as primeiras palavras do seu filho. Na primeira infância, a criança recebe diversos estímulos para desenvolvimentos sensoriais e motores e, assim como diversas outras áreas, para aprender a falar é necessário estímulo constante.

A comunicação infantil é o primeiro passo para que o pequeno conquiste sua autonomia. Autonomia essa, que será galgada ano após ano, desenvolvida com a nossa constante mediação em suas aprendizagens e ações. Por isso é tão importante o lugar que você irá escolher para educar seu filho. Lá ele passará a maior parte do seu dia e formará seu caráter com base no aprendizado recebido dos educadores.

A trajetória da criança – de sua dependência total até a independência – se apoia nas condições familiares e sociais, principalmente da escola e do lar, que são os ambientes em que ela mais interage. O desenvolvimento saudável dessa trajetória precisa do respeito aos diversos momentos da criança. Pensando nisso, buscamos seguir os estágios do pensamento infantil nomeados por Jean Piaget, psicólogo que acredita que a criança constrói e reconstrói o pensamento, acomodando e assimilando os aprendizados.

Por que cada criança têm uma forma de aprender?

Hoje, percebe-se que cada pessoa tem uma forma melhor de assimilar determinado assunto. Com as crianças não seria diferente, elas parecem já nascer sabendo de coisas que demoramos algum tempo para aprender, certo? Já temos então um ponto que comprova que cada cabeça é um mundo.

Com base nisso, Howard Gardner, psicólogo e autor da teoria das Inteligências Múltiplas, definiu, junto com investigadores de Harvard, oito tipos de inteligências: Corporal-Cinestésica, Linguística, Musical, Espacial, Interpessoal, Intrapessoal, Lógico-Matemática e Naturalista.

Mas como colocar isso em prática?

Colocando a mão na massa!

O desenvolvimento infantil do seu filho através das Inteligências Múltiplas envolve uma série de desafios que serão solucionados pelo filhote. Dessa forma, a nossa escola desenvolve a interdisciplinaridade, e os nossos estudantes têm a oportunidade de colocar em prática conhecimentos que, comumente, estariam limitados pelo papel e caneta.

O incentivo à educação mão na massa, também denominada de “educação maker” ou “hands-on”, desenvolve habilidades como a resolução de problemas, imaginação, criatividade, empreendedorismo, capacidade de sistematizar e comunicar seu pensamento através das diversas fórmulas artísticas.

As atividades práticas incentivadas pela nossa instituição envolvem o trabalho coletivo, desenvolvendo empatia e obedecendo princípios que estimulem o potencial inventivo, centralizando os nossos alunos no momento do aprendizado, incentivando o desenvolvimento das habilidades infantis. Os professores estabelecem atividades em grupo e percebem mais facilmente o talento de cada aluno, adaptando a forma de aprendizagem para os que necessitam.

Educação positiva: Fonte de afeto e autonomia

Os laços afetivos e de confiança são formados quando os pais atendem consistentemente e de forma amorosa às necessidades do bebê, em consideração, empatia e respeito pelas emoções das crianças. Quando somos amáveis e firmes, pensamos no bem-estar do nosso filho e o nosso próprio. Ao sermos amáveis com a criança, respeitamos os nossos sentimentos e os dela, tornando toda a lição mais sólida. É um ciclo construtivo para toda a família.

A ideia de que precisamos fazer a criança se sentir mal para educá-la caiu por terra. A educação positiva presa por educar com carinho e pela autonomia da criança. Na prática, devemos deixá-la explorar e aprender por si mesma, sempre com supervisão de um adulto. Caso algo não saia bem ou ela faça algo de errado, deve-se sentar com a criança e explicar, educando através da comunicação interpessoal.

Uma educação positiva com autonomia e afeto desde os primeiros anos de vida da criança, como forma de estimular o espaço, a criatividade e as descobertas dos filhos para um desenvolvimento saudável em todos os aspectos (cognitivo, emocional, social, etc.).

Como posso incentivar a comunicação na primeira infância?

Atualmente, a oratória é requisito necessário em todas as profissões, mas existem crianças que não desenvolvem isso desde cedo e enfrentam problemas quando chega o momento de falar em público.

Esse pequeno problema pode ser solucionado ao conversar com seu filho. O incentivo a comunicação permite o desenvolvimento das expressões. A criança entende que “se expressar é importante!” e isso faz com que ela desenvolva o hábito de falar sobre o que sente e o que deseja. Eduque através dos exemplos; apenas falar que a criança precisa conversar não irá ajudar, mas conversar e dialogar provará que é necessária a comunicação interpessoal. Separamos algumas dicas de como incentivar a comunicação na primeira infância:

  • Converse, cante, brinque e realize diversas outras atividades junto com a criança;
  • Conte histórias;
  • Responda positivamente às mais diversas formas de comunicação e expressão dos seus filhos, isso os deixa mais inteligentes, confiantes e felizes;
  • Incentive o contato profundo com os pais, familiares e cuidadores nos primeiros anos de vida;
  • Estimule o contato com outras crianças;
  • Proporcione experiências com sons e vozes em diferentes alturas (grave/aguda), intensidades (alto/baixo) e entonações;
  • Ofereça diferentes objetos e brinquedos sonoros para alertar a criança quanto aos diferentes tipos de som;
  • Fale e/ou movimente objetos sonoros fora do campo visual para que ela possa localizar e identificar o som;
  • Narre para o bebê o que você está fazendo ou o que está acontecendo ao redor;
  • Leia para o bebê em voz alta;
  • Ensine-o a utilizar a comunicação gestual (gestos indicativos e representativos), que serve de apoio para a oral.

Nós, da Escola Meu Caminhar, prezamos pela Educação Positiva e pela Pedagogia Afetiva, pilares que caminham lado a lado e são referenciais de ensino na Escola.

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